Marte, Fobos e Deimos
Marte tem este nome, em homenagem ao Deus romano da guerra, e sua cor é vermelha pela composição de seu solo rica em óxido de ferro. Marte tem duas luas chamadas de Fobos e Deimos, que também são homenagens à deuses da mitologia, sendo que Fobos significa medo, pânico e Deimos significa terror. Ou seja, a guerra vem sempre acompanhada de medo e terror. Na mitologia, Deimos e Fobos sempre acompanhavam seu pai (Marte ou Ares) nas batalhas. Marte ou Ares seria filho de Juno (deusa do matrimônio) e de Jupiter (deus do céu e do trovão). Ele é considerado o Deus responsável das decisões impensadas, por puro impulso e sem controle, da guerra e da carnificina, e para a mitologia grega também o deus da agricultura e colheita, e sempre relacionado à fertilidade. Também relacionado com o trabalho manual na confecção de armas. Deimos e Fobos, na mitologia grega, eram os filhos gêmeos de Marte e Vênus (Afrodite) e eram eles que conduziam o carro de Marte nas batalhas, e tinham como objetivo era desestabilizar os guerreiros inimigos para Marte agir. Deimos espalhava o sentimento de pânico, terror e Fobos o medo, fazendo com que os inimigos fugissem, facilitando a guerra para Marte.
A mitologia traz este simbolismo tão válido para os dias de hoje, onde vemos, além das guerras abertas e declaradas, a pior delas que é a guerra que enfrentamos em nosso dia a dia, seja pela violência física, seja pela emocional, mas principalmente a mais destrutiva que causa o medo e terror em muitas situações. Fobos e Deimos, hoje em dia, muitas vezes são semeados pela grande mídia que manipula interesses de pequenos grupos de líderes do egoísmo. Deixam o povo em pânico, tiram seu equilíbrio e harmonia, o que impede uma população de pensar e questionar, apenas agindo pelo impulso. Perigos reais são mostrados de maneiras manipuladas e pessoas extrapolam para mais ou para menos, sem dar o peso adequado ao perigo. O processo é bem claro. Primeiro espalha-se o medo, este medo se transforma em pânico e as pessoas ficam atordoadas e fogem. Neste estado precisam de liderança, e seguem o primeiro que tenha argumentação lógica e muitas vezes manipulam a verdade com argumentos falsos. Estamos vivendo uma guerra, com perigos reais, e sem uma liderança clara, pois dois lados impõem posições contraditórias que deixam uma população desesperada na luta da preservação de sua vida e de seu sustento. Que covardia. Colocam o idealismo político em detrimento de vidas e sustento. Prefiro ter valores a idealismos. Prefiro lutar contra a ignorância, pois ela extirpa o medo e o terror, o conhecimento e as mentes bem formadas trazem uma força que não pode ser superada por Deimos e Fobos, e trazem a paz, a prosperidade e harmonia, onde a guerra não pode imperar. Esta é a real batalha, achar o ponto de equilíbrio e sempre questionar buscando as segundas intenções ocultas sob uma aparente verdade. A falta de empatia e de se colocar no lugar do outro, faz com que não sintamos a dor do nosso semelhante e nos torna egoístas e exclusivistas. Vamos abrir nossas mentes, mas principalmente nossos corações.
Excelente reflexão, Irmão Amílcar!
Realmente, vivenciamos momentos difíceis.
Precisamos mais do que nunca do equilíbrio necessário para não nos tornarmos vítimas da manipulação.
Como sempre, o melhor caminho é o do meio…
T.’.F.’.A.’. ✡️?
Muito bem recebido e sempre será de um Ir.: tão valoroso como és.
Apreciação muito bem escrita. Todos deveriam ter e saber